Brasil Mais Produtivo vai qualificar indústria brasileira e gerar empregos, diz Rossetto

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), lançaram em Brasília, nesta quarta-feira (6), o Brasil Mais Produtivo, programa que tem como objetivo ampliar em pelo menos 20% produtividade, competitividade e eficiência dos processos produtivos de três mil pequenas e médias indústrias instaladas em todo o país.

Participaram da cerimônia os ministros do Trabalho e Previdência Social, Miguel Rossetto, e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro, além dos presidentes do BNDES, Luciano Coutinho, da CNI, Robson Braga, do Sebrae, Guilherme Afif Domingos, e o governador do Piauí, Wellington Dias.

Em sua fala, Rossetto salientou que o programa Brasil Mais Produtivo estende “tecnologia de gestão e de processos para essa imensa maioria de pequenas e médias empresas da indústria de transformação, e cria condições para buscarmos uma padronização maior na capacidade tecnológica e produtiva brasileira, e o resultado disso é mais trabalho e mais emprego.”

Para o ministro do Trabalho e Previdência, o programa é uma iniciativa “positiva, inteligente e clara, que sinaliza a construção de uma indústria robusta, moderna, eficiente e produtiva, que tem maior capacidade de corresponder à oferta de bens e serviços na sociedade brasileira, gerar excedentes, e oferecer empregos de qualidade”.

Já o ministro Armando Monteiro destacou algumas características do programa, como baixo custo, prazo de implementação curto, e alto impacto, além da capacidade de mensurar resultados. “No ambiente atual, de fortes restrições fiscais e de reequilíbrio macroeconômico, o Brasil Mais Produtivo se apresenta como um instrumento realista e eficaz de política industrial, tendo a indústria no centro da estratégia de desenvolvimento do país”, afirmou Monteiro.

Brasil Mais Produtivo

Para obter a ampliação da produtividade, a metodologia usada é a manufatura enxuta (lean manufacturing), baseada na redução dos sete tipos de desperdícios mais comuns no processo produtivo: superprodução, tempo de espera, transporte, excesso de processamento, inventário, movimento e defeitos. Entre abril de 2016 e maio de 2017, 3 mil empresas serão atendidas em todo o Brasil por 400 consultores do Instituto Senai de Tecnologia e das unidades do Senai.

Os consultores serão treinados para aplicação das ferramentas de manufatura enxuta, focada no processo produtivo, que prevê intervenções rápidas, de baixo custo, com foco no aumento da produtividade da indústria. O programa prevê investimentos de R$ 50 milhões.

Podem participar indústrias de pequeno e médio porte, com 11 a 200 empregados. Na primeira fase do programa, serão selecionadas empresas dos setores metalmecânico, moveleiro, de vestuário e calçados e de alimentos e bebidas. As inscrições são feitas pelo site www.brasilmaisprodutivo.gov.br

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

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